Divulgação de Blogs

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10 anos 2 meses atrás - 10 anos 2 meses atrás #63766 por Eduardo Guimarães Insta @cervascomedu
É recorrente taxar de "vitimização", "vitimismo", "mimimi" indivíduos ou grupos sociais que decidem criticar / problematizar determinadas imagens frequentemente veiculadas sobre eles. Essas expressões são muito frouxas, generalistas e tendem a menosprezar qualquer indivíduo ou grupo social que, num determinado contexto, decida publicizar algo que lhe incomoda. Se um indivíduo ou grupo social acredita que certas imagens correntes (mulher "sexualizada" em rótulos de cerveja, uma índia "ingênua" em produtos ditos exóticos, um homossexual "histérico" presente em uma propaganda de margarina, etc) sobre sua pessoa / grupo reforçam estruturas de dominação que lhe ferem direitos e sua individualidade, qual é o real problema que elas façam campanhas contra a empresa que veicula tais imagens? Isso não é vitimização, vitimismo ou mimimi... isso é democracia. Se a Evil Twin trocou o rótulo - para voltarmos ao tema -, é porque não teve "fôlego" para refutar os argumentos que os indivíduos / grupos colocaram em redes sociais. Isso é democracia, confrades. Menosprezar esse elemento fundamental da democracia é realmente curioso para quem se diz democrático. Vivamos o processo democrático sem menosprezar seletivamente alguns de seus elementos centrais.
Ultima edição: 10 anos 2 meses atrás por Eduardo Guimarães Insta @cervascomedu.
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10 anos 2 meses atrás - 10 anos 2 meses atrás #63767 por Fernando Passos
Respondido por Fernando Passos no tópico Divulgação de Blogs
Só acho que você confunde democracia com grupos organizados que fazem barulho e nem sempre representam a vontade da maioria. Nem sei se foi esse o caso da Evil Twin. Coloco como exemplo (sem entrar no mérito do assunto) a questão do aborto. Em que pese a população brasileira ser maciçamente contra, a considerar o que se encontra nas redes sociais parece ser justamente o contrário.
Fundamental saber distinguir a vontade da maioria com a vontade de grupos organizados e estruturados.

Só pra completar o comentário, quando alguém falo vitimização não estou retirando de algum indivíduo ou grupo o direito de se sentir incomodado, ofendido, mas simplesmente o ponto do discurso em que se coloca o ponto em questão como um impedimento para alguma conquista.

Agora, com relação a figura do homem/branco/heterossexual agressor fico no aguardo de alguma argumentação concreta que explique a razão dessa suposta dominância, visto se tratar de uma minoria absurda em termos de população. Parece-me muito mais uma teoria ex posto facto criado pela galera de humanas. (Provavelmente a mesma da "oficina de siririca e chuca")
Ultima edição: 10 anos 2 meses atrás por Fernando Passos.
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10 anos 2 meses atrás #63768 por Eduardo Guimarães Insta @cervascomedu

Fernando Passos escreveu: Só acho que você confunde democracia com grupos organizados que fazem barulho e nem sempre representam a vontade da maioria. Nem sei se foi esse o caso da Evil Twin. Coloco como exemplo (sem entrar no mérito do assunto) a questão do aborto. Em que pese a população brasileira ser maciçamente contra, a considerar o que se encontra nas redes sociais parece ser justamente o contrário.

Fundamental saber distinguir a vontade da maioria com a vontade de grupos organizados e estruturados.


Democracia nem sempre se resume a "vontade da maioria"... esse é um erros mais graves que se pode cometer. Cuidado. Pense em exemplos históricos que você será capaz de repensar essa formulação muito equivocada que você acabou de publicizar aqui. Aliás, grupos sociais / movimentos sociais muitas vezes surgem para confrontar a "vontade da maioria". Quando os movimentos feministas históricos pleiteavam o direito ao voto, ao divórcio e ao emprego sem autorização prévia dos maridos, eles estavam indo contra a vontade da maioria em seus respectivos contextos.
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10 anos 2 meses atrás #63769 por Fernando Passos
Respondido por Fernando Passos no tópico Divulgação de Blogs
Então teoriza democracia aí...
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10 anos 2 meses atrás - 10 anos 2 meses atrás #63770 por Eduardo Guimarães Insta @cervascomedu
Não. Teoriza você. Eu expus minha opinião e você só disse que eu me confundi. Acho que você deveria, primeiro, detalhar sua concepção de democracia como "vontade da maioria" e, também, como o papel que os "grupos barulhentos" realizam pode atrapalhar a execução dessa vontade da maioria.

"Sentindo-se sarcástico." ou melhor "Devolvendo o sarcasmo na mesma moeda"
Ultima edição: 10 anos 2 meses atrás por Eduardo Guimarães Insta @cervascomedu.
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10 anos 2 meses atrás #63771 por Jota Fanchin Queiroz
Respondido por Jota Fanchin Queiroz no tópico Divulgação de Blogs

Eduardo Guimarães escreveu: É recorrente taxar de "vitimização", "vitimismo", "mimimi" indivíduos ou grupos sociais que decidem criticar / problematizar determinadas imagens frequentemente veiculadas sobre eles. Essas expressões são muito frouxas, generalistas e tendem a menosprezar qualquer indivíduo ou grupo social que, num determinado contexto, decida publicizar algo que lhe incomoda. Se um indivíduo ou grupo social acredita que certas imagens correntes (mulher "sexualizada" em rótulos de cerveja, uma índia "ingênua" em produtos ditos exóticos, um homossexual "histérico" presente em uma propaganda de margarina, etc) sobre sua pessoa / grupo reforçam estruturas de dominação que lhe ferem direitos e sua individualidade, qual é o real problema que elas façam campanhas contra a empresa que veicula tais imagens? Isso não é vitimização, vitimismo ou mimimi... isso é democracia. Se a Evil Twin trocou o rótulo - para voltarmos ao tema -, é porque não teve "fôlego" para refutar os argumentos que os indivíduos / grupos colocaram em redes sociais. Isso é democracia, confrades. Menosprezar esse elemento fundamental da democracia é realmente curioso para quem se diz democrático. Vivamos o processo democrático nem menosprezar seletivamente alguns de seus elementos centrais.


Ninguém aqui está cerceando o direito das pessoas se manifestarem como vítimas ou como la quer que se considerem. Inclusive deu resultado pois a ET foi frouxa e retrocedeu. Boicotem, gritem e critiquem mesmo. Da mesma forma é meu direito de expressão caracterizar o que para mim é vitimismo.
O ardil está quando se afirma como você afirmou: “reforçam estruturas de dominação’. Que estruturas de dominação são essas? Ou será que aceitaremos a analogia esdrúxula do texto original que faz um paralelo entre pessoas escravizadas e pessoas livres. Puxando para a cerveja: alguma mulher deixou de participar do meio cervejeiro porque estruturas de dominação não deixaram? As suecas deixaram de expressar alguma coisa porque eventualmente algum babaca as associou à loiras liberais? Ou as japonesas deixaram-se limitar porque um dia foram gueixas? Como bem disse Ayn Rand (mulher, judia e imigrante): “A questão não é quem vai me permitir. A questão é quem vai me impedir”.
Talvez a maioria ache que a discussão é sobre um rótulo. Não é. É sobre a imposição de uma ideologia que não enxerga o indivíduo e sua capacidade de transformação. Só enxerga o coletivo como uma massa inerte (determinismo histórico) à espera dos iluminados da nomenklatura que dirá como a massa deve viver. Daí surgem extrafiscalidades tributárias, leis secas, restrições à inovação, restrições à novos modelos de negócio ... afinal a nomenklatura sabe o que é melhor para a massa.
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