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Fernando Passos escreveu: Só acho que você confunde democracia com grupos organizados que fazem barulho e nem sempre representam a vontade da maioria. Nem sei se foi esse o caso da Evil Twin. Coloco como exemplo (sem entrar no mérito do assunto) a questão do aborto. Em que pese a população brasileira ser maciçamente contra, a considerar o que se encontra nas redes sociais parece ser justamente o contrário.
Fundamental saber distinguir a vontade da maioria com a vontade de grupos organizados e estruturados.
Eduardo Guimarães escreveu: É recorrente taxar de "vitimização", "vitimismo", "mimimi" indivíduos ou grupos sociais que decidem criticar / problematizar determinadas imagens frequentemente veiculadas sobre eles. Essas expressões são muito frouxas, generalistas e tendem a menosprezar qualquer indivíduo ou grupo social que, num determinado contexto, decida publicizar algo que lhe incomoda. Se um indivíduo ou grupo social acredita que certas imagens correntes (mulher "sexualizada" em rótulos de cerveja, uma índia "ingênua" em produtos ditos exóticos, um homossexual "histérico" presente em uma propaganda de margarina, etc) sobre sua pessoa / grupo reforçam estruturas de dominação que lhe ferem direitos e sua individualidade, qual é o real problema que elas façam campanhas contra a empresa que veicula tais imagens? Isso não é vitimização, vitimismo ou mimimi... isso é democracia. Se a Evil Twin trocou o rótulo - para voltarmos ao tema -, é porque não teve "fôlego" para refutar os argumentos que os indivíduos / grupos colocaram em redes sociais. Isso é democracia, confrades. Menosprezar esse elemento fundamental da democracia é realmente curioso para quem se diz democrático. Vivamos o processo democrático nem menosprezar seletivamente alguns de seus elementos centrais.
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