Só vi, ironicamente, quando entrei no tópico.
Honestamente, em uma opinião bem pessoal, acho incoerente. Bebo skol, bebo brahma, bebo itaipava, serra malte, antartica, original, bohemia ou o diabo que for, mas nem por isso deixo de achar que, dentro de uma proposta, inclusive cultural, justificar esse tipo de publicidade como "necessária", é incoerente.
Lembro de um projeto que estava sendo montado no Nupaub - USP (Núcleo de Apoio a Pesquisa sobre Populações de Áreas Úmidas do Brasil), para realizar levantamento sobre a memória do Quilombo Mandira, no Litoral Sul de SP e, para agregar grana, buscaram financiamento externo a Universidade. Eis que surge a possibilidade de que a Votorantim ou a Monsanto, não lembro qual delas, mas o argumento segue na mesma linha, dessem grana para o projeto. A reação de todos, imediata, foi de recusa. Ora, ninguém ali deixa de usar cimento e papel sulfite, mas torna-se nítida a incoerência da proposta quando um grupo, reconhecido pelas lesões causadas às populações tradicionais, oferece verba em um projeto que as beneficiaria. Ficaram sem a verba, mas só por um tempo, logo tudo se ajeitou. É o lobo, se vestindo de cordeiro, pelo menos por meia horinha, pra limpar a própria barra?
Geniais as palavras do Marcelo Carneiro: brasileiro não bebe cerveja, bebe lavagem cerebral.
Mas enfim, é minha opinião. O site não é meu e tampouco vivo disso. Creio que Maurício, Ricardo e afins saibam o que estão fazendo.