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Gabriel Lucas Scardini Barros escreveu: Gostei muito da lista do Marcussi (inclusive já comentei no blog dele), mas pelo que observei, oferecer lambics para quem está curioso pelas novas cervejas não dá muito certo.
Trata-se de uma observação empírica do senso comum de que as cervejas docinhas agradarão de cara as mulheres (muitas preferem mais o cítrico, por isso o sucesso das Witbiers e de trigo em geral) e também por eu, que me considero apenas um pouco mais que um novato não consigo apreciar as lambics em toda sua profundidade.
André Rodrigues escreveu:
Gabriel Lucas Scardini Barros escreveu: Gostei muito da lista do Marcussi (inclusive já comentei no blog dele), mas pelo que observei, oferecer lambics para quem está curioso pelas novas cervejas não dá muito certo.
Trata-se de uma observação empírica do senso comum de que as cervejas docinhas agradarão de cara as mulheres (muitas preferem mais o cítrico, por isso o sucesso das Witbiers e de trigo em geral) e também por eu, que me considero apenas um pouco mais que um novato não consigo apreciar as lambics em toda sua profundidade.
Mas será que há um momento certo Gabriel?
Quando alguém estaria preparado para experimentar esse estilo?
Sei lá, não consigo ver um "caminho a ser percorrido" antes de se beber uma Lambic. (Além é claro, de beber Lambics).
Alexandre Marcussi escreveu: A ideia da lista não é que o iniciante necessariamente goste de tudo o que ele provar, mas sim que ele aprenda a reconhecer do que ele gosta mais e do que ele gosta menos (pelo menos num primeiro momento). Se a pessoa beber a lambic da lista e odiar, pronto, ela sabe que não deve sair gastando seu dinheiro em lambics. O importante, a meu ver, é que a pessoa tenha informação sobre o que está provando. Se você apresentar uma lambic (ou uma IPA, ou uma imperial stout) a uma pessoa que estava esperando uma Skol, ela provavelmente vai odiar. Se ela tiver a expectativa correta, é mais provável que esteja aberta a apreciar.
Eu já tive boas experiências oferecendo lambics a iniciantes, e também já tive más experiências. Eu mesmo, quando provei uma lambic pela primeira vez (e eu era pouco mais que um novato) adorei. Coincidentemente ou não, era a Boon Kriek, quando ela começou a ser importada para o Brasil. O fato de ela ser levemente adoçada ajuda a apresentá-la, e o fato de ela ainda ter boa complexidade aromática e estrutura a torna uma boa representante e introdução para o melhor que as lambics "de verdade" têm. Acho que ainda existe uma aura de mistério excessiva em cima das lambics no Brasil, elas são tratadas com pouca naturalidade mesmo pelos entusiastas de cervejas, e isso não ajuda na sua divulgação.
Clésio Gomes Mariano escreveu:
André Rodrigues escreveu:
Gabriel Lucas Scardini Barros escreveu: Gostei muito da lista do Marcussi (inclusive já comentei no blog dele), mas pelo que observei, oferecer lambics para quem está curioso pelas novas cervejas não dá muito certo.
Trata-se de uma observação empírica do senso comum de que as cervejas docinhas agradarão de cara as mulheres (muitas preferem mais o cítrico, por isso o sucesso das Witbiers e de trigo em geral) e também por eu, que me considero apenas um pouco mais que um novato não consigo apreciar as lambics em toda sua profundidade.
Mas será que há um momento certo Gabriel?
Quando alguém estaria preparado para experimentar esse estilo?
Sei lá, não consigo ver um "caminho a ser percorrido" antes de se beber uma Lambic. (Além é claro, de beber Lambics).
Exatamente. E eu acho que procede recomendar lambics a iniciantes sim, é importante ver já desde o começo toda a diversidade que existe no mundo cervejeiro.
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