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Fernando Passos escreveu: Tranquilo Rodrigo, na verdade eu confundi algumas informações. Li duas reportagens na Exame que citavam a Wine, a primeira essa:
exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes...vinho-para-as-massas
E, como você vai ler, na verdade em 2013 a empresa passou a ter lucro operacional (embora não se saiba o balanço total uma vez que os resultados da empresa NÃO são divulgados). A minha confusão é porque numa reportagem publicada posteriormente sobre o tema e-commerce de forma mais ampla foi divulgado que a Netshoes operava no vermelho, como a reportagem também citava a Wine acabei fazendo confusão.
Sobre a relação WINE-HANB: exame.abril.com.br/pme/noticias/wine-com...jas-have-a-nice-beer
Rodrigo Ruivo escreveu: Em qualquer negócio deve haver o "valor percebido". Enquanto o negócio é novidade e exclusivo esse valor percebido é muito aparente e é o que faz o empresário converter. Já não é tão aparente o "valor percebido" em um empreendimento que oferece vários rótulos de cervejas. Perto da minha casa mesmo tenho uma grande Rede de Supermercados que fazem quaisquer preços dos e-commerce de cervejas parecerem uma piada, tá não tem tantos rótulos assim, mas uns 80% eu encontro fácil. Conversei com um cara que tem um Mr Beer em Manaus, ele não compactua com nada do que nós percebemos aqui no sudeste e sul do país. Lá o cara, por enquanto está nadando em dinheiro e rindo dos e-commerce do sudeste que aplicam margens de no máximo 25% enquanto que lá chegam a 200%. Nosso mercado é bem mais racional. Colocamos os pés no chão. Não existe almoço grátis. O cara achar que com um investimento inicial ele compra um montão de cerveja e depois aplica uma margem de 200% e fica rico... aqui não funciona. Não existe "Valor Percebido" em revender coisas. As margem devem ser sempre racionais, envolver alta escala e estandartização. Quem ganha dinheiro é quem inventa ou produz algo, quem só repassa não deve ganhar mesmo. Vejam só o caso do Mr Beer: O empresário, que deveria ser remunerado pelo lucro da venda da cerveja (quem em sí é uma das atividades mais elementares) acaba ganhando vários "sócios": o franqueador, o dono do shopping, os funcionários do Quiosque e o governo (que pune todos). Ora, a não ser que eu venda drogas, não existe fórmula mágica. Ou eu ponho 200% em cima do preço da cerveja para pagar todos os "sócios" ou eu vendo muito, mas muito, mas muito mesmo. Muito. Muitão. E só pra lembrar tem um outro "sócio escondido" o Retorno sobre investimentos. Aposto com quem quiser que os empresários brasileiros, sei lá, uns 44% morrem antes de recuperar o que investiram. Eu não tenho qualquer negócio, meu sonho, mas não tenho e ninguém me convencerá de que ficarei rico (remediado) vendendo o que eu gosto muito, cervejas. PS: Acompanho como posso esse mundo e o que eu penso que está no caminho certo: os bares gourmets, microcervejarias. Coisas que eu acho que estão em queda livre ( e não há marketing que me faça crer o contrário): clubes de assinatura em geral e e-commerce. Pequenos "boom" passageiros: crowdfunding, blogs modinha estilo Maria Cevada e aplicativos nerds para dizer onde você bebeu cerveja... mais reticências....
Gustavo Scherer escreveu:
Rodrigo Ruivo escreveu: Em qualquer negócio deve haver o "valor percebido". Enquanto o negócio é novidade e exclusivo esse valor percebido é muito aparente e é o que faz o empresário converter. Já não é tão aparente o "valor percebido" em um empreendimento que oferece vários rótulos de cervejas. Perto da minha casa mesmo tenho uma grande Rede de Supermercados que fazem quaisquer preços dos e-commerce de cervejas parecerem uma piada, tá não tem tantos rótulos assim, mas uns 80% eu encontro fácil. Conversei com um cara que tem um Mr Beer em Manaus, ele não compactua com nada do que nós percebemos aqui no sudeste e sul do país. Lá o cara, por enquanto está nadando em dinheiro e rindo dos e-commerce do sudeste que aplicam margens de no máximo 25% enquanto que lá chegam a 200%. Nosso mercado é bem mais racional. Colocamos os pés no chão. Não existe almoço grátis. O cara achar que com um investimento inicial ele compra um montão de cerveja e depois aplica uma margem de 200% e fica rico... aqui não funciona. Não existe "Valor Percebido" em revender coisas. As margem devem ser sempre racionais, envolver alta escala e estandartização. Quem ganha dinheiro é quem inventa ou produz algo, quem só repassa não deve ganhar mesmo. Vejam só o caso do Mr Beer: O empresário, que deveria ser remunerado pelo lucro da venda da cerveja (quem em sí é uma das atividades mais elementares) acaba ganhando vários "sócios": o franqueador, o dono do shopping, os funcionários do Quiosque e o governo (que pune todos). Ora, a não ser que eu venda drogas, não existe fórmula mágica. Ou eu ponho 200% em cima do preço da cerveja para pagar todos os "sócios" ou eu vendo muito, mas muito, mas muito mesmo. Muito. Muitão. E só pra lembrar tem um outro "sócio escondido" o Retorno sobre investimentos. Aposto com quem quiser que os empresários brasileiros, sei lá, uns 44% morrem antes de recuperar o que investiram. Eu não tenho qualquer negócio, meu sonho, mas não tenho e ninguém me convencerá de que ficarei rico (remediado) vendendo o que eu gosto muito, cervejas. PS: Acompanho como posso esse mundo e o que eu penso que está no caminho certo: os bares gourmets, microcervejarias. Coisas que eu acho que estão em queda livre ( e não há marketing que me faça crer o contrário): clubes de assinatura em geral e e-commerce. Pequenos "boom" passageiros: crowdfunding, blogs modinha estilo Maria Cevada e aplicativos nerds para dizer onde você bebeu cerveja... mais reticências....
Rodrigo, não consigo ver direito sua foto portanto não sei se você conversou comigo ou com outra pessoa. Você esqueceu um ponto importante e diferença fundamental para que haja enorme diferença entre mercado virtual, mercado físico, pessoa física, e pessoa jurídica.
Primeiramente, não pratico 200% de margem e acredito que nenhuma das lojas praticam também essa margem, nem mesmo com as importações proprias que possuimos.
Há uma cadeia B2B dentro de um modelo de franquia onde a cada emissão de nota morde-se um % em tributação. Eu como último da cadeia júridica sou o que pago mais imposto de acordo com a natureza tributária do nosso país.. Adiciona aí 60% de imposto e é isso que nós pagamos pra ter uma cerveja aqui, ou seja. Preço SP + 60%(imposto) + 11%(frete) = custo da cerveja para a região.
Então, se eu pratico 200%, uma cerveja de custo SP R$10,00 eu venderia a R$ 51,00, certo? Só que não, Uma cerveja desse valor não custa mais de R$25,00, então qual seria a margem real? Faça as contas.
Como PF é muito bom comprar cervejas em lojas virtuais por não pagarmos imposto interestadual. Na prática! Por que a realidade é que mais de uma pessoa já comentou comigo que já foi taxado pela Secretaria da Fazenda ao comprar cervejas. Essas pessoas são compradores vorazes de cervejas especiais pela internet. Então acredito que eles(a fiscalização) estão de olho até mesmo em pessoas fisicas( PF) e isso pode mudar pra pior daqui algum tempo.
É até um contraponto você falar que estou ficando rico e no final do seu texto dizer que ninguém lhe convencerá de que ficará rico vendendo o que mais gosta, cerveja.
Eu estou vendendo o que mais gosto, cerveja. Só que, 100% dentro da legalidade fiscal e tributária, é isso que posso oferecer ao mercado local.
Existem meios de se reduzir esse preço procurando meios alternativos e tem gente que faz isso Brasil afora, mas todas as franquias brasileiras, acredito eu, não fazem isso.
abraço
PS: o supermercado em questão tem margem de 12% na maioria da cervejas. Exceto em algumas que ele pratica cerca de 80%
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