Mr Beer

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11 anos 9 meses atrás - 11 anos 9 meses atrás #55389 por fernando pereira frassetto
Respondido por fernando pereira frassetto no tópico Mr Beer

Eduardo Macatti escreveu: No meu ver toda essa discussão em torno do Mr. Beer e outras lojas físicas ou virtuais não é nem questão de ódio como disse o Luan, nem de entender o negócio na visão dos empreendedores, mas sim a alegria quando vemos uma nova loja de cervejas, que poderia ser nosso "boteco" cativo, e a decepção que vem logo após constatarmos que essa não poderá ser uma nova opção para nós, amantes da boa cerveja, seja pelos preços caros, seja pela carta de cervejas limitadas, etc, etc, etc...é tipo, "Oba!" e logo depois , "É, não vai dar pé..."


Assino embaixo, Eduardo.
Ultima edição: 11 anos 9 meses atrás por fernando pereira frassetto.
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11 anos 9 meses atrás #55402 por Tuiuan Almeida Veloso
Respondido por Tuiuan Almeida Veloso no tópico Mr Beer
Só pra constar, o Mr Beer de Juiz de Fora também fechou. Eu tenho uma taça deles, que ganhei de presente, junto com duas cervejas, e comprei um copo lá uma vez. É aquele negócio, é loja de presentes ou pra quem quer o primeiro contato, mas não tem como fidelizar com aqueles preços.
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11 anos 9 meses atrás - 11 anos 9 meses atrás #55623 por Rodrigo Ruivo
Respondido por Rodrigo Ruivo no tópico Mr Beer
Em qualquer negócio deve haver o "valor percebido". Enquanto o negócio é novidade e exclusivo esse valor percebido é muito aparente e é o que faz o empresário converter. Já não é tão aparente o "valor percebido" em um empreendimento que oferece vários rótulos de cervejas. Perto da minha casa mesmo tenho uma grande Rede de Supermercados que fazem quaisquer preços dos e-commerce de cervejas parecerem uma piada, tá não tem tantos rótulos assim, mas uns 80% eu encontro fácil. Conversei com um cara que tem um Mr Beer em Manaus, ele não compactua com nada do que nós percebemos aqui no sudeste e sul do país. Lá o cara, por enquanto está nadando em dinheiro e rindo dos e-commerce do sudeste que aplicam margens de no máximo 25% enquanto que lá chegam a 200%. Nosso mercado é bem mais racional. Colocamos os pés no chão. Não existe almoço grátis. O cara achar que com um investimento inicial ele compra um montão de cerveja e depois aplica uma margem de 200% e fica rico... aqui não funciona. Não existe "Valor Percebido" em revender coisas. As margem devem ser sempre racionais, envolver alta escala e estandartização. Quem ganha dinheiro é quem inventa ou produz algo, quem só repassa não deve ganhar mesmo. Vejam só o caso do Mr Beer: O empresário, que deveria ser remunerado pelo lucro da venda da cerveja (quem em sí é uma das atividades mais elementares) acaba ganhando vários "sócios": o franqueador, o dono do shopping, os funcionários do Quiosque e o governo (que pune todos). Ora, a não ser que eu venda drogas, não existe fórmula mágica. Ou eu ponho 200% em cima do preço da cerveja para pagar todos os "sócios" ou eu vendo muito, mas muito, mas muito mesmo. Muito. Muitão. E só pra lembrar tem um outro "sócio escondido" o Retorno sobre investimentos. Aposto com quem quiser que os empresários brasileiros, sei lá, uns 44% morrem antes de recuperar o que investiram. Eu não tenho qualquer negócio, meu sonho, mas não tenho e ninguém me convencerá de que ficarei rico (remediado) vendendo o que eu gosto muito, cervejas. PS: Acompanho como posso esse mundo e o que eu penso que está no caminho certo: os bares gourmets, microcervejarias. Coisas que eu acho que estão em queda livre ( e não há marketing que me faça crer o contrário): clubes de assinatura em geral e e-commerce. Pequenos "boom" passageiros: crowdfunding, blogs modinha estilo Maria Cevada e aplicativos nerds para dizer onde você bebeu cerveja... mais reticências....
Ultima edição: 11 anos 9 meses atrás por Rodrigo Ruivo.
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11 anos 9 meses atrás #55625 por Pedro Fraga
Respondido por Pedro Fraga no tópico Mr Beer
A do Botafogo Praia Shopping no RJ também fechou.
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11 anos 9 meses atrás #55632 por Fernando Passos
Respondido por Fernando Passos no tópico Mr Beer
Rodrigo, não tenho tanta certeza quanto a queda do e-commerce. Mesmo nos USA e Europa ele ainda é muito presente, não sei porque seria diferente no Brasil, onde é muito caro manter uma estrutura física e para abastecer cidades e estados menores não vejo alternativa melhor.
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11 anos 9 meses atrás #55634 por Rodrigo Ruivo
Respondido por Rodrigo Ruivo no tópico Mr Beer
Seus argumentos são bons. Talvez devam surgir outros e-commerce mais racionais. A primeira etapa onde brotavam e-commerce de cervejas deve ser encerrada e devemos perceber uma verticalização da cadeia, onde o cara que importava, vendo que o negócio era bom, monta a sua loja física ou na net, ou um outro movimento possível é onde o e-commerce recebe um aporte e também verticaliza a cadeia fazendo suas próprias importações. Esses e-commerces mais manjados e até esses novos (bons) tem que sumir. Vejam o caso do Puro Malte, Clube do Malte e outros, onde chovem reclamações no Reclame Aqui. Não é má gestão. É dificuldade financeira mesmo. Vejam casos de e-commerce mais humildes como o Mundo das Cervejas, estrutura enxuta e preços baixos. Todos ficamos felizes, mas infelizmente não é possível sobreviver. Quem não importa direto morre e daí sim surge um novo e-commerce como você identificou muito bem. Vejam o caso da Tarantino que a um tempo atrás deu as caras fazendo um acordo com o HNB. É uma inversão. O HNB cresceu tanto que teve condições de chamar o Tarantino pra sentar a mesa e dizer que iam começar a importar direto e dividir o mercado. Eu aposto muito nas Lojas que estão na net, mas que mantém uma estrutura física. Existem muitas informações no mercado e posso estar com as erradas, mas o espaço é pra aprender, estou aqui para ser corrigido. Imagina que eu sou o importador e vc é uma loja na net. Se vc começar a comprar muito de mim eu fico feliz, mas se vc comprar muito mesmo eu vou pensar: Pera ai, esse negócio parece bom mesmo? Por que não posso eu mesmo incorporar a venda direto ao consumidor? Eu sei de alguns casos de fornecedores que não tem a menor noção. Os caras que fornecem para esses e-commerces que a gente vive reclamando também vende direto pra gente, não tem mistério nenhum. Pra que eu vou comprar no Puro Malte se posso comprar direto no fornecedor que ele me vende sem dor na consciência alguma? É por isso que existe uma reclamação geral dos e-commerce de que os fornecedores são ruins e instáveis. Na ânsia de vender eles prostituem o mercado, ou nos conduzem a uma racionalização, não sei...
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