Expectativas negativas abundando, vou fazer as outras vezes:
Bom, tenho a impressão que as micro brasileiras têm se voltado mais pro mercado local, ligando o f***-se pro preço que sua cerveja vai chegar em outros estados, EM GERAL. Por isso, tem muito espaço ainda pra novas cervejarias surgirem, principalmente em âmbito local, e a competição se acirrar, antes de preços abaixarem... O movimento bairrista pode gerar estratégias mais engajadas com o público ''da vizinhança'', atingindo uma melhor penetração e fortalecimento de marcas.
Dá pra esperar também um próximo passo no aumento gradual das micros em termos de qualidade e performance. É verdade que ainda existe um tanto de amadorismo e de campanhas oportunistas, mas com o tempo (e não é de um ano pro outro) as coisas tendem a melhorar, pessoal, por uma tendência lógica de evolução técnica.
As importações ainda não vão conseguir manter tantas linhas fixas de produto pois o crescimento dos bebedores de ''super premium'' ainda não gerou uma massa crítica proporcional e minimamente grande. Aliás, o mercado carece de mais opções ''boas e baratas'', como a Eisenbahn, ou seja, um meio termo razoável entre
corn beer e cervejas tops e caras. Leia-se: oportunidade de mercado.
E, sonhando alto, pesquisadores brasileiros vão descobrir um fungo típico da floresta Amazônica que vai dar outra dimensão pras cervejas nacionais