Esse lance de 50 dindin semanais do Renato me lembra a minha época de faculdade. Ganhava pouco e ainda tinha que pagar a dita. Meu orçamento semanal? Algo em torno de 4 latas de Skol (na época, a minha melhor cerveja do mundo). Como eu gostava muito de cerveja e de me embebedar, quase sempre estourava essa cota. Sem contar as "horas-felizes" com a moçada...
Quanto a cervejaria St. Gallen... gosto das suas crias, com uma ressalva em relação a seu carro-chefe. A Gold tem um bom caráter de malte, mas carece de um amargor para equilibrar o conjunto e melhorar a drinkability. A Ebenholz já me agrada mais, leva o mérito de ser uma reprodução de um estilo alemão de cerveja escura em terras brasilis sem adjuntos e corante caramelo, coisa um tanto incomum por aqui, diga-se de passagem. E quanto a Rubine, alguém já provou? Esta cerveja honra a tradição das bocks alemãs?
Sobre a Stout Porter, se a Milu, uma verdadeira caça-defeitos (brincadeira, hein, Milu!) a aprovou, então a cerveja deve ser mesmo muito boa.
Em relação a questão do preço... acho que a palavra-chave é INFORMAÇÃO. Quanto mais o consumidor se informar, conhecer e provar cervejas de diferentes estilos, mais imune ele vai estar a estes abusos especulativos que vemos por aí. Vai entender que, por exemplo, uma Petra Bock ou Schwarzbier não vale doze reais, pois contém adjuntos e corante caramelo, o que vai contra a tradicional escola alemã que elas dizem representar. Se alguém do Grupo Petrópolis se sentir incomodado com minhas palavras pode me contatar para discutirmos o assunto, ou então utilizar este espaço mesmo para uma eventual réplica, afinal é para isso que serve um fórum...
E tenho dito!