Double Perigosa Wood Aged 2014

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Updated 01 de Maio de 2019
 
4.5 (14)
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Avaliações dos usuários

5 avaliações com 4 estrelas
14 avaliações
 
64%
 
36%
3 estrelas
 
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Avaliação Geral
 
4.5
Aroma
 
9/10(14)
Aparência
 
5/5(14)
Sabor
 
18/20(14)
Sensação
 
4/5(14)
Conjunto
 
9/10(14)
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(Atualizado: 07 de Janeiro de 2015)
Avaliação Geral
 
4.2
Aroma
 
9/10
Aparência
 
4/5
Sabor
 
17/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
8/10
A "Cervejaria Escola Bodebrown" de Curitiba (PR), fundada em 2009, é uma das poucas artesanais nacionais que definitivamente não têm nada a provar pra ninguém. Conhecida pela ousadia e excelência de seus produtos, já arrebatou prêmios aqui e lá fora sendo sucesso absoluto de público e crítica especializada.

Como grande e visionária empresa que é, brilhantemente capitaneada pelo mestre Samuel Crhistophe Cavalcanti Cabral, mais uma vez a Bodebrown mostra que está ligada nas grandes tendências do universo cervejeiro ao anunciar, em 2014, uma nova série de cervejas envelhecidas em madeira.

Trata-se da linha "Wood Aged Series", cuja proposta é maturar receitas já comercializadas pela cervejaria em variados barris de madeira que, por sua vez, já foram usados por outros produtores na elaboração de diferentes bebidas. Esse tipo de utilização de barris de segunda mão já é bastante comum em cervejarias internacionais, sendo os mais populares aqueles que já envelheceram whisky ou vinho.

O primeiro rótulo dessa série especial é uma versão da "Double Perigosa" envelhecida por 9 meses em barris de carvalho francês previamente utilizados na produção de vinhos Cabernet Sauvignon da Serra Gaúcha. Pouco difundida no mercado, a "Double Perigosa" em sua forma original é uma espécie de "Double Imperial IPA", ou seja: (2 x) a famosa "Imperial IPA" da casa denominada "Perigosa". Com 15.1% ABV a "Double Perigosa" é, até agora, a cerveja mais alcoólica produzida de maneira comercial no Brasil. A quantidade de malte que ela recebe para isso é tão grande que, sensorialmente falando, ela se aproxima mais de uma "Barleywine" que de uma extravagante "IPA".

Limitadíssima - foram disponibilizadas para a venda 2800 garrafas, sendo que cada uma delas leva um número. A cervejaria recomenda que se guarde ao menos duas unidades da "Double Perigosa Wood Aged" sob a temperatura de 12 graus Celsius para que se confira sua evolução daqui cinco e depois dez anos.

*A unidade degustada é de número 111.

Líquido de coloração âmbar, translúcido, levemente enevoado. Na taça forma um dedo de colarinho bege de média retenção, transformando-se mais tarde numa fina camada perene.

Já no aroma uma porrada! Malte doce, madeira, tostado e álcool engendram notas de coco caramelizado, cacau, torta de amêndoas, doce de leite e marzipã. Conforme esquenta percebe-se ainda um toque cítrico que lembra doce de casca de laranja. A sensação geral sugere uma requintada sobremesa banhada em calda de algum licor.

Como já era de se esperar, o primeiro gole revela uma bebida forte que por natureza transcende os parâmetros considerados "normais" em uma cerveja. Para todos os efeitos, o que se tem aqui é um licor gaseificado de carbonatação consideravelmente alta. Intensa doçura de malte tostado e caramelo cruza o palato deixando rastros amadeirados, frutados e condimentados. Sugestões de coco queimado e marzipã sobrepõem-se à ecos de licor de ginja (com aquele azedinho característico das cerejas selvagens). Algo de compota de figo, casca de laranja e tabaco acenam com timidez, mas agregam ainda um pouco mais de complexidade. Forte, porém bem inserido, o álcool proporciona um final de considerável picância sem ser rascante. O persistente retrogosto traz nítido sabor do barril bem como sinais moderados de oxidação. Obviamente, a 'drinkability' é baixíssima.

Em muitos aspectos o resultado me fez lembrar da clássica "Samichlaus", o que - certamente - configura ponto a favor. Não resta dúvida que estamos frente uma grande cerveja.

Não obstante, como toda bebida forte e doce, é inevitável que ao longo dos goles ela vá se tornando enjoativa.

Resta agora somente a paciência em aguardar o tempo fazer seu trabalho. Acredito que lá adiante seremos ainda mais recompensados.

Detalhes

Degustada em
06/Janeiro/2015
Envasamento
Volume em ml
300 ml
Onde comprou
Site Bodebrown
Preço
cerca de R$ 40,00
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(Atualizado: 22 de Novembro de 2014)
Avaliação Geral
 
4.1
Aroma
 
9/10
Aparência
 
4/5
Sabor
 
16/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
8/10
Surpreendente em todos os sentidos. A Bodebrown realmente é muito competente.

Detalhes

Envasamento
Onde comprou
Mondial de la Bière 2014
Preço
12 reais
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Avaliação Geral
 
4.3
Aroma
 
8/10
Aparência
 
5/5
Sabor
 
17/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
9/10
Âmbar escura, formou um creme denso e duradouro, baixa carbonatação, encorpada com textura muito viscosa;
Aroma intenso e complexo, frutado, madeira, caramelo e álcool;
Sabor adocicado inicial, logo equilibrado pelo álcool que não agride, sabor residual leve álcool e amargo.
Cerveja espetacular!!!

Detalhes

Envasamento
Volume em ml
200 ml
Onde comprou
Mundial de Lá Bière
Preço
12,00
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Avaliação Geral
 
4.0
Aroma
 
8/10
Aparência
 
4/5
Sabor
 
16/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
8/10
É double mesmo! De cor de mel ou âmbar com alguma turbidez, com creme bege de pouca formação e duração. No aroma a presença do mel e caramelo é sentida junto com o álcool ao fundo. No paladar é licorosa, com caramelo e madeira, com corpo médio-alto, com boa carbonatação. Média baixa drinkability. Foi uma surpresa agradável para o elevador teor bem inserido.

Detalhes

Degustada em
06/Novembro/2014
Envasamento
Volume em ml
600 ml
Double Perigosa Wood Aged 2014 - Wagner Gasparetto.JPG
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(Atualizado: 16 de Outubro de 2014)
Avaliação Geral
 
4.4
Aroma
 
9/10
Aparência
 
4/5
Sabor
 
18/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
9/10
O Bode ataca mais uma vez. Na linha das melhores cervejarias artesanais apresenta sua primeira cerveja wood aged em escala comercial. Assinada pelos irmãos Samuel e Paulo Cavalcanti, nos apresenta essa american barley wine maturada por 9 meses em barris de carvalho francês anteriormente utilizados para o envelhecimento de vinhos da uva Cabernet Sauvigon. Com 15,1% de ABV é a cerveja mais alcoólica já produzida no Brasil e, segundo a cervejaria, se mantida a 12 º C vai durar pelo menos 10 anos. No conjunto atendeu à todas as expectativas. Muita baunilha e caramelo tostado com deliciosas notas licorosas que remetem à vinho fortificado. E olha que era a versão fresca. Como comprei 3 exemplares, agora é aguardar e apreciar a evolução nas degustações programadas para 2016 e 2019. Espero estar vivo para poder avaliá-la.
Na taça apresentou uma coloração âmbar intensa, levemente nebulosa e com um belíssimo creme, bastante denso, bem formado para o estilo, com média persistência e alguns laces.
Aroma expressivo com muita baunilha, caramelo tostado, frutas vermelhas e notas licorosas que remetem à vinho fortificado.
Na boca outra pancada sensorial com um entrada de caramelo tostado e frutas vermelhas com uma intensa mordida licorosa. A cerveja cresce com a temperatura agregando baunilha e algo de madeira. O final é tem caramelo tostado e notas licorosas que permanecem no aftertaste e juntam-se à notas de frutas vermelhas em calda.
O corpo é medianamente denso e a carbonatação surpreende pela presença em uma cerveja envelhecida por 9 meses. Álcool bem inserido mas que esquenta, e muito, a degustação.
No conjunto uma excepcional criação da Bodebrown que certamente crescerá bastante com o envelhecimento.
#ocontadordecervejas.com.br

Detalhes

Envasamento
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5 resultados - mostrando 1 - 5