Gustavo Guedes escreveu: Hoje li que as Pliny the Elder e a The Younger levam 10% de milho/ maltose na sua composição.
Como pode duas das melhores IPAs do mundo terem milho!?
O mais importante é a questão do "todo", do conjunto de ingredientes e do processo de produção, e não da simples presença de milho/derivado deste ou qualquer outro adjunto. Você pode ter as cervejas A e B, com exatamente o mesmo teor alcoólico. A é puro malte, B usa determinado percentual de milho como adjunto. Não necessariamente A será mais encorpada, ou doce, ou complexa, pois B, apesar do uso do referido adjunto, poderá ter uma composição diferente nos maltes (por exemplo, malte caramelo e malte de trigo são bons para dar corpo), sem falar nos tipos de lúpulo e levedura usados que também agregam características muito distintas. Tempo de fervura, momento de adição dos ingredientes, temperatura de fermentação, maturação, etc, são outras variáveis importantes. Os confrades que produzem cerveja aqui podem falar melhor do que eu sobre isso. Em suma, o uso de milho em si não diz muita coisa, depende muito do contexto e da proposta. Minha única objeção é em relação a estilos de cerveja que
tradicionalmente não utilizam adjuntos, como muitos da escola alemã, por exemplo. Produzir uma
cerveja
com eles além de corante caramelo e chamá-la de bock eu acho vergonhoso...