Cerveja que mostrou líquido âmbar de média turbidez, creme alto de boa permanência.
No aroma dulçor caramelado dos maltes e álcool como se esperava, que aliados aos lúpulos trouxeram frutas amarelas maduras, algo de côco, mel e biscoito.
No sabor, amargor potente como nas melhores ABW, sendo contrabalanceados por nuances carameladas. O frutado permabece intenso, mas não como o de frutas secas e escuras como percebe-se em outras barleys.
Drinkability muito bom tratando-de de barley wine.
Belíssima breja, como já esperava.
_De um lado, Mikkeller: precursora do modelo "cigano", fundada em 2006 pelo dinamarquês, ex-professor universitário de física e matemática, Mikkel Borg;
_De outro, Three Floyds: cervejaria americana queridinha dos 'beergeeks', responsável por um dos rótulos mais cultuados do mundo - "Dark Lord" - uma Imperial Stout anual de tiragem única. Localizada em Munster, Indiana, foi fundada em 1996 pelos irmãos Nick, Simon e o pai Mike Floyd.
RISGOOP
Quinta colaboração entre as cervejarias, trata-se de uma 'American Barleywine' com adição de flocos de arroz e mel. Produzida simultaneamente na Europa e nos Estados Unidos, recomenda-se que sejam provadas as duas versões da receita a fim de encontrar sutis diferenças.
*A unidade em questão foi feita sob contrato na fábrica da De Proef Brouwerij - cervejaria em Lochristi-Hijfte, na Bélgica.
Líquido de aspecto viscoso, alaranjado translúcido. Servido, forma espessa camada de creme amarelado, denso, consistente e persistente.
No nariz, verdadeira pancada de malte e lúpulo. Notas de geleia de tangerina, doce de cidra e pinho misturam-se a traços açucarados, caramelados e abiscoitados. Certa lembrança de bolo de laranja passa pela cabeça.
Ao paladar, chama a atenção seu corpo robusto, de textura oleosa e média carbonatação. O doce e o amargo, igualmente intensos, se fundem num abraço de harmonia plena. Sugestões de geleia de tangerina, compota de laranja e pinho acompanham nuances de caramelo, massa de bolo e rosquinha. Um amargor assertivo e leve condimentado servem de contraponto. O álcool, apesar de elevado, é pouco perceptível. Nuances cítricas e resinosas de lúpulo cruzam o final xaroposo e adocicado de ligeira picância.
Cerveja monstruosa, para ser sorvida a bicadas. Tendo a oportunidade, não hesite em prová-la!
Degustação de número 1400 no Brejas !! Servida na tulipa apresentou coloração âmbar com reflexos alaranjados e espuma marfim de boa formação e ótima persistência. No aroma temos geleia de frutas vermelhas, cerejas ao marrasquino, doce de casca de laranja, vinho Moscatel de Setúbal, toffe, pinho, manga, maça caramelizada e panetone. Na boca as notas permanecem, complementadas por Ginjinha portuguesa, abacaxi cristalizado, marmelada, canela, tangerina e toques de pêssego em calda. Tem carbonatação na medida para o estilo e excelente equilíbrio entre os sabores cítricos, doces, frutados e o final amargo que fecha muito bem cada gole. É de fato um mix interessante - e inédito para mim, confesso - entre uma Barley Wine e uma Imperial IPA. Destaque ainda para o álcool muito bem inserido. Receita fenomenal.
Na taça apresentou uma coloração âmbar-alaranjada bem intensa, bastante nebulosa e com um creme branco de boa formação e persisTência.
Aroma muito intenso, frutado e agradável. Grapefruit, tangerina, frutas tropicais, uvas verdes sobre uma sólida base de malte toffee. Também notas de pinto. Lembra mais de uma IPA do que uma BW.
Na boca novamente a base de caramelo é bem sólida mas sem ser adocicada (toffee) e logo vem as frutas bastante presentes com manga, notas cítricas, uva verde e abacaxi. O final é assertivamente amargo mas limpo com deliciosas notas de resina de lúpulo. Aftertaste profundo e persistente trazendo as notas frutadas com resina de lúpulo e malte toffee. Carbonatação média e corpo mais leve que o esperado mesmo sendo sedoso o que contribui para uma drinkability alta. Álcool perfeitamente inserido para seus 10,4% ABV.
Definitivamente não é uma BW tradicional. Tem o malte de uma BW mas o lúpulo de uma DIPA e algumas notas sedosas de uma WW (talvez pelo arroz da receita). De qualquer forma uma cerveja excepcional, intensa e extremamente equilibrada.
Para completar traz no rótulo a fantástica bandeira libertária: DON'T TREAD ON ME. Eu beberia aos barris.