Detalhe da Avaliação

3.5 50
Holanda
Ricardo Sangion
Ricardo Sangion
08 de Setembro de 2008 8126
(Atualizado: 24 de Fevereiro de 2026)
Avaliação Geral
 
3.9
Aroma
 
8/10
Aparência
 
2/5
Sabor
 
17/20
Sensação
 
4/5
Conjunto
 
8/10
Boas combinações de maltes e sobretudo de lúpulos aromáticos fazem desta Christoffel uma senhora bock, com a intensidade que o estilo pede, uma boa complexidade e um perfil ao mesmo tempo rústico e sofisticado. A aparência não mostrou grande desempenho: o líquido castanho escuro e opaco foi encimado por uma espuma marrom clara densa, mas sem volume e nem persistência, desaparecendo por completo em pouco tempo. O aroma, contudo, mais que compensou pela aparência: complexo, com frutado em evidência com notas de ameixas secas e uvas passas, acompanhado de caramelo e madeira marcantes e castanhas. Com o tempo, e a elevação da temperatura, a torrefação dos maltes ganhou mais destaque, com notas sutis de café. Na boca, mostrou-se ainda melhor, muito bem balanceada. O sabor trouxe o caramelo do malte e o amadeirado do lúpulo em destaque e ótimo equilíbrio, contrabalanceando-se na medida exata. Além disso, notei ameixas secas, uvas passas, castanhas, além da torrefação do malte que se revelou em notas de café, sobretudo no final. Por fim, destaco uma nota muito harmônica do lúpulo, remetendo a eucalipto, que se dá a sentir no palato e que arrematou com nobreza o conjunto. O final é longo, predominantemente amargo e seco, com retrogosto enfatizando a torrefação, com notas amadeiradas, de uvas passas e café, estas bastante persistentes. O paladar é predominantemente amargo com boa intensidade, mas a doçura é presente e bem equilibrada. O álcool, apesar do alto teor, se insere bem no conjunto, de forma discreta. O corpo mostrou-se entre leve e médio, agravado pela baixa carbonatação, decepcionando um pouquinho neste quesito.

No geral, achei-a uma excelente bock, com a intensidade que o estilo pede, uma complexidade maior do que o esperado e um quê de rusticidade. Ao contrário de outros colegas, não a achei tão próxima de uma Dunkel, e achei que ela representou bem o estilo bock, com torrefação leve, é verdade, mas bom caramelo e amadeirado. Comparando-a com outra bock de referência, a Paulaner Salvator (que, no entanto, é uma doppelbock, vale lembrar), esta Christoffel tem menos intensidade e mais complexidade, e puxa mais para o amargo que para o doce. Mais uma ótima lager da Christoffel, e que venha o inverno!

Detalhes

Degustada em
26/Abril/2009
Envasamento
Volume em ml
330 ml
Onde comprou
Cervejaria Munique
Preço
R$ 18,50
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