Segunda versão do rótulo lançado em parceria com o Empório Alto dos Pinheiros (famoso bar cervejeiro de São Paulo, conhecido como EAP). Trata-se de uma 'Russian Imperial Stout' feita com malte de cevada, aveia e lúpulo - com a diferença que dessa vez foram adicionados grãos de cafés maturados em barris de bourbon em vez de whisky escocês. Amargor de 50 IBU.
Na arte, uma caricatura de Paulo Almeida, proprietário do EAP.
*Unidade produzida sob contrato na fábrica da cervejaria Dádiva, em Várzea Paulista (SP).
Líquido castanho escuro, praticamente preto. Na taça, forma uma camada fina e pouco duradoura de espuma marrom.
Aroma intenso de torrefação sobre a qual se destaca exagerado caráter de café verde. Tímido frutado de lúpulo e uma pitadinha de chocolate acenam de longe.
Na boca mostra corpo médio-alto, com dulçor discreto e carbonatação suave. Notas de pão queimado e extremo gosto de café verde ofuscam eventuais sutilezas, saturando o paladar. Álcool imperceptível. O final vai na mesma toada, desembocando seco e amargo de torra e lúpulo. Certa adstringência típica da baga de café no pé permanece no retrogosto.
Fica assim a sensação de uma cerveja relativamente unidimensional, em que café verde e torrefação excessivos acabaram anulando elementos outros dariam ao conjunto maior profundidade. Evidentemente, isso não faz dela uma cerveja ruim; porém gostei mais da primeira versão.