Talvez uma das cervejas mais elaboradas e diferentes que já degustei. A sua base é de uma belgian tripel que leva três tipos de malte: cevada, trigo e centeio. Essa inusitada tripel é então maturada em barris de carvalho utilizadas no envelhecimento do tradicional Whiskie Connemara 12 anos. O resultado é uma cerveja extremamente complexa e de difícil interpretação. Com bastante calma é possível viajar e encontrar múltiplas sensações marcadas especialmente pela presença da levedura belga, do centeio e especialmente de algo que me pareceu turfa.
Na taça traz uma coloração âmbar escura, turva, com alguns sedimentos e com um creme bege bem claro, de média/pequena formação, denso e com média persistência deixando marcas no vidro.
O aroma é intenso e complexo. Inicialmente notas de mel, baunilha e centeio. Aos poucos aparecem notas frutadas doces, algo de maçã verde, limão e uma certa picardia dos ésteres. Aos poucos algo de turfa aparece forte.
O sabor segue a mesma linha com uma entrada mais doce de caramelo e baunilha bem acompanhadas de notas cítricas. Essas notas iniciais evoluem para notas picantes de pimenta e turfa. Algumas notas de mofo e maça verde também acompanham. O final é levemente amargo e picante. O aftertaste tem bastante turfa, maçã verde e notas picantes dos ésteres da levedura. O corpo é intenso e a carbonatação baixa.
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