Me encantam as cervejas da Drei Adler pela ousadia e inovação. Criar uma linha de Sour Ales, mesmo que sendo cervejeiros caseiros, não é pra qualquer um, ainda mais em um país que está apenas começando, como Brasil. Esta é uma edição extremamente limitada de 25 garrafas, tem adição das leveduras do gênero Brettanomyces, além de lactobacilos e ainda cupuaçu.
Apresentou coloração alaranjada, quando vertida na taça, e com pouca translucidez. Seu creme se formou com muita facilidade, uma cor branca e um textura aerada, não durando muito sobre o líquido.
O aroma tem características achampanhadas, com domínio do frutado de uvas brancas, tangerinas, pêssego e claro, cupuaçu. Num complexo jogo de aromas, a cerveja ainda traz um doce floral que remete a lavanda, os aromas típicos do Brettanomyces, como couro amêndoas e até um pouco de queijo. Por fim, um sutil adocicado de mel e tons mais spicy de pimenta-rosa.
Traz um colossal contraste entre doçura dos maltes e acidez advinda das frutas e da fermentação "selvagem". Ao final, um amargor herbal em destaque, mesclando-se a tons apimentados e o álcool, mesmo que num teor baixo, aparecendo sutilmente. O retrogosto traz algo "leitoso". O corpo é leve e carbonatação alta, com textura macia.
Tem uma drinkabillity altíssima e um perfil extremamente refrescante. Sour Ales me encantam cada vez mais. Se tivessem um preço mais acessível, com certeza seriam minhas cervejas de trabalho.