Definitivamente a melhor bock que já tomei. Coloração castanha, escura até para uma bock, reflexos avermelhados. Espuma de coloração branca, não muito volumosa, mas de boa duração. Aroma de malte, avelã, algo de fruas vermelhas, condimentos como canela. Saborosa como poucas bock, sabor que lembra chocolate, algo de castanha, malte , torrefação muito bom. Paladar adocicado, leve amargor, bastante encorpada e com alcool bem inserido, excelente breja.
Estava duvidoso quanto a tomar esta cerveja, muito cara. Pensamos um pouquinho e compramos. Depois de abrir a garrafinha estilosa, posso dizer que valeu a pena. Uma excelente cerveja bock, aliás, se é que é mesmo uma Bock. Achei até um pouco licorosa, doce. Visual bem encorpado, escuro. Espuma bege, leve. Vários aromas, café, caramelo, um pouco de frutas passa. Final de café, não senti muito tostado, coisa que acontece no estilo. Álcool perceptível e interessante. No mesmo dia meu cunhado tomou a Robertus e concordamos que ela tem um melhor conjunto. Mesmo assim, a Bok é uma boa cerveja.
Boas combinações de maltes e sobretudo de lúpulos aromáticos fazem desta Christoffel uma senhora bock, com a intensidade que o estilo pede, uma boa complexidade e um perfil ao mesmo tempo rústico e sofisticado. A aparência não mostrou grande desempenho: o líquido castanho escuro e opaco foi encimado por uma espuma marrom clara densa, mas sem volume e nem persistência, desaparecendo por completo em pouco tempo. O aroma, contudo, mais que compensou pela aparência: complexo, com frutado em evidência com notas de ameixas secas e uvas passas, acompanhado de caramelo e madeira marcantes e castanhas. Com o tempo, e a elevação da temperatura, a torrefação dos maltes ganhou mais destaque, com notas sutis de café. Na boca, mostrou-se ainda melhor, muito bem balanceada. O sabor trouxe o caramelo do malte e o amadeirado do lúpulo em destaque e ótimo equilíbrio, contrabalanceando-se na medida exata. Além disso, notei ameixas secas, uvas passas, castanhas, além da torrefação do malte que se revelou em notas de café, sobretudo no final. Por fim, destaco uma nota muito harmônica do lúpulo, remetendo a eucalipto, que se dá a sentir no palato e que arrematou com nobreza o conjunto. O final é longo, predominantemente amargo e seco, com retrogosto enfatizando a torrefação, com notas amadeiradas, de uvas passas e café, estas bastante persistentes. O paladar é predominantemente amargo com boa intensidade, mas a doçura é presente e bem equilibrada. O álcool, apesar do alto teor, se insere bem no conjunto, de forma discreta. O corpo mostrou-se entre leve e médio, agravado pela baixa carbonatação, decepcionando um pouquinho neste quesito.
No geral, achei-a uma excelente bock, com a intensidade que o estilo pede, uma complexidade maior do que o esperado e um quê de rusticidade. Ao contrário de outros colegas, não a achei tão próxima de uma Dunkel, e achei que ela representou bem o estilo bock, com torrefação leve, é verdade, mas bom caramelo e amadeirado. Comparando-a com outra bock de referência, a Paulaner Salvator (que, no entanto, é uma doppelbock, vale lembrar), esta Christoffel tem menos intensidade e mais complexidade, e puxa mais para o amargo que para o doce. Mais uma ótima lager da Christoffel, e que venha o inverno!
Coloração caramelo escuro, creme beje de pouca formação e duração. Liquido opaco. Aroma de malte tostado, caramelo e leve café. No paladar, doce e amargor equilibrado, notas de caramelo, cafe, ameixa, malte tostado. Baixa carbonatação e alcool bem equilibrado. Me lembrou uma dunkel e não uma bock. Retrogosto seco e doce.