Tarefa complicada avaliar uma Lambic quando não se há outra referência no estilo. Pois bem,tentemos deixar os prés conceito de lado e vamos às notas.
De maneira geral, o excesso de cereja na fórmula prejudica o conjunto, esquecendo-se, por vezes, que o que se está degustando é uma cerveja belga. Tanto no aroma como no sabor, o frutado é a única sensação que se faz presente. O final é doce em demasiado, adstringente.
Enjoativa, 300 ml são mais que suficientes. No entanto, aprovando-se-a ou não, não há como se permanecer indiferente ao estilo.
Trata-se da minha primeira cerveja tipo Lambic, e com certeza também a de muitos outros apreciadores de cerveja no Brasil.Portanto uma experiência totalmente diferente e inusitada.
A começar pela pelo aroma,com domínio total da cereja. Coloroção que vermalha que faz lembrar uma beterraba cozida. Creme pequeno mais bem persistente.O gosto de drops,o alcool é imperceptível.
Realmente uma cerveja totalmente diferente do que costumamos beber.
Cerveja rosé escura, com uma carbonatação um pouco mais intensa e elaborada que suas irmãs de outros sabores, talvez por ser kriek ou talvez isso seja uma grande bobagem o que eu estou falando. O aroma é um pouco mais refinado, com a inserção de cereja remetendo menos a uma essência, mas, para mim, ainda ficou com um grande gosto de halls cereja, logo, não me convenceu. A única dessa linha de cervejas frutadas que me convenceu um pouco até hj foi a Floris Fraise, que apesar de artificial, não ficou agressiva ou exagerada demais a proposta, a meu ver.
Arroxeada com alta carbonatação gerando espuma fugaz, lembrando espumantes.
Aromas adocicados de cereja, amoras e chiclete.
Sabor doe e ácido, trazendo muita cereja e amoras vermelhas. A acidez aliada a um sabor levemente cítrico me lembrou uma cidra.
Breja bem estruturada, mas enjoativa.
De qualquer forma recomendo a experiência!